Saturday, June 19, 2010

O Homem PerfeiTinny

Art. 1o. O homem, preferencial à satisfação e complementação das minhas necessidades e prazeres, é aquele parceiro do sexo masculino, compartilhador e doador de tudo, incluindo mas não limitado a amor, tempo, colo, ombro, companhia, felicidade, moralidade e fidelidade.

Parágrafo único. Como requisitos básicos, o homem deve:

I- Morar perto de mim;
II- Estar emocionalmente disponível;
III- Ser esperto, engraçado e inteligente;
IV- Ter vida profissional e ambição;
V- Ter idade compatível com a minha;
VI- Poder cuidar dele mesmo;
VII- Querer cuidar de mim;
VIII- Não se sentir intimidado, saber o que quer e ser direto;
IX- Não ser machista;
X- Fazer loucuras por mim.

Thursday, April 29, 2010

Chifre tem cheiro - e efeitos colaterais.

Todo homem sente o cheiro do seu próprio corno.
Ele só não sabe que sente, mas que ele sente, ele sente...
Sabe aquela frase do Cervantes "Yo no creo en brujas pero que las hay, las hay"?!

Então cuidado, meu amigo!
Quando você, do nada, tiver vontade de ligar praquela moça que você não dá o devido valor, É O EFEITO DO CHEIRO DE CORNO QUE VOCÊ ESTÁ SENTINDO!!!!!

Sunday, April 25, 2010

Blame it on the vodka

Todas as minhas experiências com a vodka como embelezadora foram muito genéricas.
Por exemplo: Eu entrava sóbria numa balada e só tinha gente feia, e depois de algumas doses, as pessoas começavam a ficar bonitas.

Porém, um belo dia, um mocinho que eu ainda não conhecia pessoalmente decidiu finalmente criar bolas e me chamar prá sair.
Decidimos nos encontrar num bar. Eu cheguei antes e já pedi uma caipirinha de frutas vermelhas. Uns minutos depois, eis que chega o mocinho.
"É. Meio baixinho. Não é assiiiim... sabe? Mas é pegável. E meu amigo disse que ele é muito legal. E isso é minha chance de revanche. E eu tô bebendo. E eu tô bebendo vodka. E a vodka tá docinha..."

Minha gente. O inimaginável começou a acontecer.
O mocinho começou a se transformar bem diante dos meus olhos.
Eu tomei um gole e ele ficou cheirosíssimo.
Tomei outro gole e ele ficou gostosíssimo.
No terceiro gole, ele ficou engraçadíssimo.
O tal mocinho foi ficando mais bonito a cada gole que eu dava. Assim ó, em câmera lenta, BEM NA MINHA CARA!
Ao fim da terceira caipirinha, eu tava quase montando em cima do mocinho.
Ainda bem que eu sei quando parar.
E quando não consigo, é só cantar:

Blame it on the Goose
Got you feeling loose
Blame it on Patrón
Got you in the zone

Blame it on the a-a-a-a-a-alcohol

Blame it on the vodka
Blame it on the henny
Blame it on the blue tap
Got you feeling dizzy

Blame it on the a-a-a-a-a-alcohol

Wednesday, April 14, 2010

Quarentena

Há exatamente 64 dias eu dei meu último beijo. E nem foi assim um beeeeeeeeeijo. Foi mais uma bitoquinha, um selinho, uma representação do adeus a um relacionamento que já havia acabado.
E assim, em silêncio, sem falar nada, eu vim prá cá, ele ficou lá, e nunca mais nos falamos.

Então uma voz começou a falar comigo: "Lembra em 2008 quando você ficou meses sem beijar, que você ia muito bem na faculdade, estava magrinha, não tinha problemas de dinheiro, seu coração quase não doía e você controlava melhor sua vida? Então! Eu acho que é culpa do beijo."
Neste dia decidi que não ia mais beijar. Não, senhor. Se é prá eu beijar dessa forma novamente, nunca mais quero beijar.
Nunca, também não.
"Podemos fazer um acordo", disse a voz.
Foi quando tive a feliz idéia de ficar sem beijar por 40 dias.

E começou a QuarenTinny.
A primeira semana foi estranha, porque eu ao mesmo tempo temia que o mocinho do beijo de adeus pudesse aparecer, mas por dentro eu SABIA que não. E eu nem tinha um plano b.

Eu tinha até fiscais para me ajudar nesse período. Aqueles para quem eu me reportava, com quem eu desabafava, embora nem eles mesmos saibam a razão pela qual foram escolhidos.

Além de não beijar, eu também precisava evitar beber ou sair, mesmo porque estas últimas são incompatíveis com a possibilidade de sucesso da primeira.
Então saí poucas vezes, bebi pouco.
Nem foi tão difícil dizer não para os sujeitos que queriam sabotar meu plano.
Até porque nem apareceu ninguém assiiiim... sabe? Ah, vocês sabem!

Lembro-me do último dia. O infeliz caiu justo num domingo. UM DOMINGO?
E agora? Eu posso beijar no dia 40? Se eu não beijar no dia 40 eu vou ter que esperar mais, porque onde vou arranjar alguém prá beijar durante a semana que eu trabalho até as 10 da noite e tenho aula no dia seguinte às 7:30?
Tá. Só vou beijar se aparecer alguém assiiiim... sabe?
Pois é. Não apareceu ninguém assiiiim... sabe?

Quando a gente não beija, a gente pensa muito em muitas coisas, e eu acabei pensando que seria legal criar algo semelhante ao Estado de Defesa. Este, agora, com 30 dias, com pequenas ressalvas, mas não grandes impedimentos. Resumindo, eu não precisaria me segurar caso não quisesse.

Ontem foi o dia do beijo. Terminei o dia do beijo sem beijo, pelo 63º dia consecutivo. Para mim foi mais um dia do não beijo.
E eu pergunto: quanto eu sou diretora, quanto sou atriz principal e quanto sou coadjuvante nessa escolha? A quarentena, que virou sessentena, que tá quase virando setentena, daqui a pouco morre, né?
Espero que ela não tenha criado vida própria.

A verdade é que esse tempo todo sem beijar me deixou com medo de beijar. Eu, uma véia coroca de guerra com 31 anos de praia, fiquei com medo de beijar. Da sensação que o beijo proporciona, principalmente o primeiro... do segundo dia. Da conexão. Das borboletas no estômago. Medo de gostar, de me apegar, de novamente beijar como naquele dia do beijo de adeus.

E agora? Como sair dessa?
Beijar qualquer um só para sair do jejum?
Sentar e esperar?

É. Sinto cheiro de Centena no ar.

Tuesday, April 6, 2010

Partida

E você, que me fez ter certeza que eu era correspondida
Partiu sem direito a despedida
Deixou-me sem saída, puta da vida
a cuidar sozinha da minha ferida.

Friday, March 12, 2010

Ode ao Joguinho

Joguinho é coisa de idiota.
Podes tomar um chá de xota
mas também uma bela duma bota...

Também é perda de tempo
Adia um passatempo
Adia um contratempo

Então se com joguinho vieres tu
Vou enfiá-lo no meio do teu cu!!!

Thursday, February 18, 2010

Às vezes você não passa de um pedaço de carne.

Não sou a única RevolTinny. haha



Rosas de sangue de volta às ruas agora
Impossível esquecer as coisas que você nunca disse
Em dias como este eu fico pensando
quando frangos provam o sabor de sua carne.

Você deu a ele seu sangue e seu pequeno e morno diamante
Ele gosta de matá-la depois que você está morta.

Eu raspei todo lugar por onde vc esteve, garoto.
Eu raspei todo lugar por onde vc esteve.

Deus sabe, eu sei que eu joguei fora aquelas graças
Deus sabe, eu sei que eu joguei fora aquelas graças

Agora você cortou fora a flauta da garganta do maluco
Pelo menos quando você chora agora ele não pode nem te ouvir
Quando frangos provam o sabor da tua carne
Quando ele te chupa profundamente, às vezes você não é nada mais que carne.